cresci no cheiro da madeira, envolvida em linhas e réstias de tecidos.
nos tempos livres combinei e alinhavei tecidos e papéis.
às bonecas “costurei-lhes” vestidos e enxovais.
juntei em fiadas, sementes e frutos secos.
desenhei geometrizações, os meus “vitrais de canetas”.
nas férias, escapelei milho, vindimei, colhi abóbora e tomate de cujo excedente fiz doce e compota.

em cada tarefa um conselho, “Tibau, a fazer faz bem feitinho, com calma e rigor. ficarás satisfeita com o resultado – bonito e com qualidade”.

interpretei à minha maneira a tradição que assimilei dos meus avós.
nessa herança baseio o que faço. no imaginário e carinho da lembrança…

espero estar-lhes a fazer juz!